12 de julho de 2024

Atletas enfrentarão riscos com calor em Paris, diz relatório ambiental



Os níveis de calor durante as Olimpíadas de Paris podem representar riscos à saúde dos competidores, segundo um relatório de grupos ambientais, acrescentando que o aumento contínuo das temperaturas globais pode comprometer as futuras edições dos Jogos.

O relatório, intitulado “Rings of Fire: Heat Risks at the 2024 Paris Olympics” (Anéis de Fogo: Riscos de Calor nas Olimpíadas de Paris de 2024), foi publicado na terça-feira (18) pela British Association for Sustainable Sport e Frontrunners, organização que ajuda atletas a se envolverem em questões ambientais.

A previsão é que as temperaturas subam novamente no verão europeu, depois de estabelecerem recordes em 2023, e a agência meteorológica nacional francesa Meteo-France disse que as condições provavelmente serão mais quentes do que o normal.

O calor e a umidade também foram um grande problema nas Olimpíadas de Tóquio, onde os atletas – mesmo aqueles acostumados a treinar em climas quentes – acharam extremamente difícil.

“As próximas Olimpíadas em Paris estão chegando e os casos notáveis de calor extremo que prejudicam a saúde e a satisfação dos espetáculos esportivos só aumentaram nos anos seguintes [desde as Olimpíadas de Tóquio]”, disse o relatório, cujos pesquisadores conversaram com cientistas e atletas. “O fato de que as Olimpíadas ocorrerão durante o alto verão significa que a ameaça de um período de calor devastador é muito real”, afirmou.

O relatório, que analisou dados dos últimos 100 anos desde que os Jogos foram sediados na França em 1924, constatou que as temperaturas aumentaram 3,1 graus Celsius em média durante os meses de julho e agosto – quando as Olimpíadas são tradicionalmente realizadas.

O jogador britânico de rugby sevens Jamie Farndale alertou sobre os perigos que os atletas podem enfrentar devido ao calor, acrescentando: “O que fazemos é nos esforçar ao máximo, e se tivermos que fazê-lo em condições inseguras, não acho que o atleta iria se conter.”

A Reuters entrou em contato com o Comitê Olímpico Internacional para comentar o assunto.

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