21 de fevereiro de 2024

Prefeitura de Foz firma parceria com o SESC em campanha de combate à dengue

Prefeitura de Foz firma parceria com o SESC-PR em campanha de combate à dengue

O trabalho de combate à dengue em Foz do Iguaçu passará a ter o SESC-PR como aliado. A Prefeitura de Foz do Iguaçu firmou uma parceria com a instituição para a campanha “Aqui o mosquito não entra”, uma competição virtual entre os iguaçuenses que premiará pessoas e grupos que mais eliminarem focos da doença.

Foto: Thiago Dutra/PMFI.

A união foi anunciada nesta quarta-feira (25) durante a reunião do Comitê de Combate à Dengue. Para participar será preciso baixar o aplicativo Sesc Paraná, formalizar o cadastro e iniciar o combate, removendo os criadouros do Aedes aegypti e enviando as fotos com o antes e depois do local.

O coordenador do Comitê e secretário de Segurança Pública, Marcos Antonio Jahnke, explica que as escolas municipais e CMEIs, além de lideranças comunitárias, serão convidadas a integrar o trabalho e participar da competição. 

“São dois projetos que caminhariam paralelamente, mas serão integrados pelo bem da população. A Prefeitura agradece ao SESC por toda a disponibilidade e contribuição com ideias. Teremos a excelente equipe de servidores trabalhando para combater a dengue e uma disputa saudável, que busca nos livrar da doença”, ressalta Jahnke.

A participação também poderá ser feita por meio do site: sescpr.com.br/contradengue/, que também conta com o regulamento e instruções para o envio das fotos.

“O SESC já realiza essa campanha há alguns e contribui para mudar a mentalidade da população. Combater a dengue não é uma tarefa exclusiva do poder público, mas é também a nossa obrigação como cidadãos comuns. Com uma iniciativa assim, conseguimos firmar esse pensamento em nossos moradores”, frisou o gerente da unidade do SESC em Foz do Iguaçu, Sérgio Giaretta. 

Resultados LIRAa

Durante o encontro, a supervisora técnica do Centro de Controle de Zoonoses, Renata Defante, apresentou os resultados do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em janeiro. O relatório apontou, novamente, um índice preocupante de infestação.

Apesar do índice de infestação predial estar dentro da categoria de médio risco, com 257 focos do mosquito encontrados em mais de 4.900 imóveis vistoriados, o Índice de Positividade de Armadilha é alto. Foram 204 armadilhas espalhadas e 83 continham mosquitos adultos. 

Renata destaca que as ações serão intensificadas em 2023, com mutirões realizados ao longo da semana em regiões com a maior concentração de casos. O objetivo é eliminar, principalmente, pequenos depósitos móveis que representam mais de 70% dos criadouros. 

“Estamos falando dos vasinhos de plantas, recipiente de degelo de geladeiras e outros recipientes jogados e que acumulam água, são materiais de fácil remoção, que ainda não são retorados pelos moradores. As ações nos bairros realizam essa sensibilização e podem surtir um efeito positivo”, reforçou a supervisora.